Sexta-feira, 6 de novembro de 2026Overview Editorial
IA no Marketing: como as marcas brasileiras estão se preparandoRebranding: o que muda quando uma marca troca de identidadeCreator Economy em expansão no BrasilRetail Media cresce 40% em 2025CMOs debatem o futuro do branding B2BMartech: as ferramentas que os líderes de marketing mais usamIA no Marketing: como as marcas brasileiras estão se preparandoRebranding: o que muda quando uma marca troca de identidadeCreator Economy em expansão no BrasilRetail Media cresce 40% em 2025CMOs debatem o futuro do branding B2BMartech: as ferramentas que os líderes de marketing mais usamIA no Marketing: como as marcas brasileiras estão se preparandoRebranding: o que muda quando uma marca troca de identidadeCreator Economy em expansão no BrasilRetail Media cresce 40% em 2025CMOs debatem o futuro do branding B2BMartech: as ferramentas que os líderes de marketing mais usamIA no Marketing: como as marcas brasileiras estão se preparandoRebranding: o que muda quando uma marca troca de identidadeCreator Economy em expansão no BrasilRetail Media cresce 40% em 2025CMOs debatem o futuro do branding B2BMartech: as ferramentas que os líderes de marketing mais usamIA no Marketing: como as marcas brasileiras estão se preparandoRebranding: o que muda quando uma marca troca de identidadeCreator Economy em expansão no BrasilRetail Media cresce 40% em 2025CMOs debatem o futuro do branding B2BMartech: as ferramentas que os líderes de marketing mais usamIA no Marketing: como as marcas brasileiras estão se preparandoRebranding: o que muda quando uma marca troca de identidadeCreator Economy em expansão no BrasilRetail Media cresce 40% em 2025CMOs debatem o futuro do branding B2BMartech: as ferramentas que os líderes de marketing mais usam
Pular para o conteúdo
Carreira em movimento · Coluna

Liderar também é mudar de direção: os aprendizados de uma carreira construída entre ciência e marketing

KS
Keila Sauer, diretora de Marketing e Comunicação da Creamy, Skelt e The Joy Lab, marcas do grupo Skelt Beauty Brands
Liderar também é mudar de direção: os aprendizados de uma carreira construída entre ciência e marketing

Minha escolha pela Farmácia veio do interesse por cosméticos e da vontade de pesquisar, criar e entender como os produtos são desenvolvidos. Inicialmente, imaginava construir minha carreira na área de formulação, mas, ainda no primeiro estágio, descobri que o que mais me interessava era compreender as necessidades dos consumidores e transformar esse conhecimento em soluções relevantes. Foi essa percepção que me aproximou do marketing e abriu um novo caminho profissional.

Busquei uma especialização na área, passei pela indústria farmacêutica, atuei em uma função próxima ao comercial e, aos poucos, conquistei espaço no campo em que realmente queria trabalhar. Hoje, vejo que minha formação científica não ficou para trás. Pelo contrário, tornou-se um diferencial na maneira como analiso o mercado, avalio oportunidades e participo das decisões sobre inovação.

Essa experiência me ensinou algo que considero fundamental para a construção de uma carreira: não precisamos ficar presas ao caminho que imaginamos no início. Nossos interesses evoluem, novas possibilidades aparecem e, muitas vezes, aquilo que parecia um desvio acaba se tornando uma das nossas maiores fortalezas.

Ao longo dos anos, também entendi que crescer profissionalmente não significa apenas assumir cargos de maior responsabilidade. Existe uma transformação importante na maneira como enxergamos o trabalho. Deixamos de responder somente pelas nossas entregas e passamos a tomar decisões que influenciam equipes, estratégias e o futuro do negócio. É uma mudança que exige preparo, capacidade de escuta e segurança para fazer escolhas, inclusive sem ter todas as respostas.

No marketing, esse desafio é particularmente intenso. Estamos em um mercado que muda constantemente, impulsionado por novos comportamentos, tecnologias e formas de consumo. Existe uma pressão para acompanhar tendências e agir rapidamente. Mas uma das lições que aprendi é que velocidade, sozinha, não representa uma boa estratégia. É preciso entender o que realmente faz sentido para cada marca, para o consumidor e para o momento do negócio.

Hoje, à frente do marketing e da comunicação da Skelt Beauty Brands, grupo que reúne Skelt, Creamy e The Joy Lab, essa visão se tornou ainda mais importante. Trabalhar com marcas que possuem identidades, públicos e propostas diferentes exige compreender suas particularidades, sem perder de vista os objetivos mais amplos da companhia. Uma estratégia que funciona para uma marca não necessariamente terá o mesmo resultado em outra, e reconhecer essas diferenças é parte essencial do trabalho.

Minha chegada ao grupo, depois de experiências em organizações mais tradicionais, também trouxe aprendizados importantes. Uma das características que mais me chamou a atenção foi a agilidade das decisões, especialmente na dinâmica de uma marca nativa digital como a Creamy. A proximidade entre as lideranças permite identificar oportunidades e colocá-las em prática com rapidez. Ao mesmo tempo, o crescimento do negócio exige fortalecer estruturas, organizar processos e desenvolver uma atuação cada vez mais integrada.

Esse equilíbrio entre agilidade e consistência passou a fazer parte das minhas principais reflexões como líder. Nem toda oportunidade precisa ser aproveitada imediatamente, assim como nem toda decisão exige um planejamento extenso. Em alguns momentos, vale testar uma ideia em menor escala, analisar os resultados e ajustar a rota. Em outros, é necessário dedicar mais tempo à construção de uma estratégia. Saber identificar essas situações é tão importante quanto ter coragem para agir.

Também acredito que uma liderança se fortalece quando consegue desenvolver as pessoas ao seu redor. Por mais experiência que tenhamos, ninguém constrói resultados relevantes sozinho. É fundamental reunir profissionais com competências complementares, estabelecer prioridades claras e criar espaço para que cada pessoa contribua com seu conhecimento.

Na prática, isso significa entender que liderar não é concentrar todas as respostas. É oferecer direcionamento, acompanhar de perto e, ao mesmo tempo, confiar na capacidade do time. Com responsabilidades bem definidas e objetivos compartilhados, a colaboração se torna mais consistente e as decisões ganham qualidade.

Ao refletir sobre a liderança feminina, penso muito na importância de cada mulher reconhecer o valor da própria trajetória. Nem sempre nossa experiência segue uma linha reta, e isso não diminui o que construímos. Minha formação em Farmácia, por exemplo, poderia parecer distante da gestão de marketing. Hoje, é justamente essa combinação que me permite conectar ciência, desenvolvimento de produtos, comportamento do consumidor e estratégia de marca.

Acredito que precisamos valorizar mais esses repertórios. As experiências que acumulamos, as mudanças que fazemos e os desafios que enfrentamos ao longo da carreira ajudam a formar nossa maneira de pensar e liderar. Não existe um único percurso capaz de preparar uma profissional para assumir posições de decisão, assim como não existe uma fórmula que funcione para todas as pessoas. Também não acredito que chegar à liderança signifique deixar de aprender. Na verdade, quanto maior a responsabilidade, mais importante se torna manter a curiosidade e a disposição para ouvir perspectivas diferentes.

Minha experiência na Skelt Beauty Brands reforçou essa percepção. Trouxe conhecimentos adquiridos em empresas com estruturas mais consolidadas, mas encontrei uma dinâmica que ampliou meu olhar sobre inovação, marketing de influência, relacionamento com comunidades e proximidade com o consumidor. Foi uma troca importante, porque mostrou que experiência e abertura ao novo precisam caminhar juntas.

Essa disposição também influencia a forma como enxergo o desenvolvimento de outras profissionais. Compartilhar conhecimento, ouvir novas ideias e permitir que diferentes talentos participem das decisões são atitudes que ajudam a construir ambientes nos quais mais pessoas possam crescer. Para mim, esse é um dos aspectos mais relevantes de ocupar uma posição de liderança: entender que o conhecimento adquirido ao longo da carreira também pode contribuir para a evolução de quem trabalha conosco.

Se pudesse compartilhar um conselho com mulheres que estão construindo suas carreiras, seria o de não limitar suas possibilidades ao plano que fizeram no começo. Busquem conhecimento, conheçam diferentes áreas, entendam o negócio e tenham coragem para reconhecer novos interesses e oportunidades. Não é preciso ter todas as respostas desde o início, mas é importante manter a disposição para encontrá-las.

Hoje, olhando para o caminho que percorri, percebo que as experiências mais valiosas não estão necessariamente associadas a uma promoção ou a uma mudança de cargo. Muitas vezes, são os momentos em que precisamos rever uma decisão, aprender algo completamente novo ou confiar em outras pessoas que mais contribuem para nossa evolução. Para mim, liderar é continuar aprendendo, fazer escolhas com responsabilidade e construir caminhos que também permitam aos outros avançar.

Compartilhar

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Mais colunas