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Branding · Noticia

A CEO que chegou quando a família saiu: como Gabriela Rizzo está reinventando a Malwee

Primeira mulher e primeira pessoa de fora da família fundadora a liderar o Grupo Malwee, Gabriela Rizzo transforma quase seis décadas de história em vantagem competitiva — e imprime sua visão no produto mais simbólico que poderia escolher: uma coleção chamada "Original".

Maria Fernanda (Mafê)
Maria Fernanda (Mafê)
Editora chefe (mCMOs) e co-Founder (Eco PR)
A CEO que chegou quando a família saiu: como Gabriela Rizzo está reinventando a Malwee
Síntese do artigo:
2023

Ano em que a família fundadora migrou para o conselho e Gabriela Rizzo assumiu o comando — a maior mudança de governança na história do grupo

Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee

Mais de 30 anos em varejo e moda. Passagem por cargos de diretoria nas Lojas Renner. Consultoria própria. Conselheira da Malwee por 2,5 anos antes de assumir o comando em agosto de 2023.

Primeira mulher. Primeira fora da família.

Rizzo acumula dois marcos inéditos na história do Grupo Malwee: primeira CEO mulher e primeira executiva sem vínculo com a família fundadora a liderar a empresa.

Cápsula "Original" — novo branding no tecido

Primeira coleção a incorporar o novo logo e a nova identidade visual diretamente nas peças. Não na embalagem. Não na campanha. No produto.

+20 mil pontos de venda no Brasil

Reconhecida como uma das 20 marcas mais transparentes do mundo pelo Índice de Transparência da Moda Brasil nos últimos cinco anos consecutivos

Quando uma família que construiu uma empresa por quase seis décadas decide dar um passo atrás e mover-se para o conselho, a escolha de quem ocupa o lugar que sobra diz tudo sobre onde a empresa quer chegar. No caso do Grupo Malwee, a escolha foi Gabriela Rizzo — executiva com mais de 30 anos de varejo e moda, passagens de destaque nas Lojas Renner e uma consultoria própria no currículo. Primeira mulher. Primeira pessoa sem sobrenome de família.


Ela assumiu em agosto de 2023, mas não chegou estranha à casa. Por dois anos e meio antes da nomeação, Rizzo atuou como conselheira e membro do comitê de marca e produto da própria empresa — um período que funcionou como imersão planejada antes da transição formal de poder. Quando chegou ao comando, não precisou aprender o negócio. Precisava escolher onde romper e onde preservar.


A cápsula "Original", lançada em maio de 2026, é a resposta mais visível a essa escolha até agora.


Uma coleção como manifesto de gestão

Batizar a primeira grande ação de rebranding da sua gestão de "Original" não parece acidental. A coleção reúne o novo logo da marca, a nova identidade visual e o posicionamento "Vestir pra Viver" — tudo apresentado pela primeira vez diretamente no produto, não apenas na comunicação. É um movimento que diz: a mudança é real o suficiente para estar no tecido.

A cápsula revisita logos, grafismos e elementos que marcaram diferentes décadas da Malwee, reinterpretando peças icônicas com evoluções técnicas em conforto e processo produtivo. A leitura estratégica é clara: usar a memória como ponto de partida, não como destino. Reconectar quem já veste Malwee há décadas e, ao mesmo tempo, apresentar a marca para quem ainda não a conhece — via estética streetwear com sensibilidade vintage.

Profissionalização e ESG como agenda estrutural

Se a cápsula é o gesto simbólico da nova fase, a agenda de fundo é mais densa. Rizzo chegou ao Grupo Malwee com dois eixos centrais de gestão: a profissionalização de processos — típica do olhar de quem formou carreira em grandes varejistas — e o avanço das práticas ESG, com meta declarada de tornar todos os produtos do grupo 100% sustentáveis até 2030.

A linha de jeans sustentável da cápsula "Original" ilustra como esses dois eixos se tocam no produto. Desenvolvida em parceria com a Cotton Move, as peças utilizam o tecido Itajaí — criado a partir de resíduos têxteis gerados pela própria Malwee e transformados em nova matéria-prima dentro de um modelo de produção regenerativo. Não é sustentabilidade como apêndice de comunicação. É circularidade que começa e termina dentro da cadeia da marca.

O contexto externo ajuda a sustentar a aposta. O relatório The State of Fashion 2026, da McKinsey em parceria com o Business of Fashion, aponta que consumidores têm valorizado crescentemente qualidade, durabilidade e conexão emocional com marcas — movimento que favorece exatamente o repositório que a Malwee está ativando: atemporalidade, memória afetiva e produto que dura.


A trajetória que chegou até aqui

  • Até 2021: Trajetória em varejo e moda — mais de 30 anos, com passagens de destaque por cargos de diretoria nas Lojas Renner e atuação em consultoria própria.
  • 2021–2023: Conselheira e membro do comitê de marca e produto do Grupo Malwee — dois anos e meio de imersão antes de assumir a liderança executiva.
  • Ago 2023: Nomeada CEO do Grupo Malwee — primeira mulher e primeira pessoa fora da família fundadora a ocupar o cargo. A família move-se para o conselho.
  • Mai 2026: Lançamento da cápsula "Original" — primeiro grande movimento de rebranding sob sua gestão, com novo logo, nova identidade visual e o posicionamento "Vestir pra Viver" incorporados diretamente no produto.

A Malwee está presente em mais de 20 mil pontos de venda no Brasil e foi reconhecida como uma das 20 marcas mais transparentes do mundo pelo Índice de Transparência da Moda Brasil nos últimos cinco anos. Rizzo herdou uma empresa com reputação ESG consolidada — e parece determinada a converter essa reputação em vantagem de produto e de negócio, não apenas em certificado de parede.



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